Cartilha: Como Acolher Crianças em Eventos Científicos

 

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A Rede Latino-Americana de Antropologia Feminista das Ciências e das Tecnologias (RAFeCT) lança, em dezembro de 2025, a cartilha “Como acolher crianças em eventos científicos”, uma publicação inédita voltada ao apoio de instituições, comissões organizadoras e comunidades acadêmicas interessadas em promover espaços de cuidado e acolhimento infantil em congressos, seminários e encontros científicos.

Disponível gratuitamente em português e espanhol, a cartilha reúne recomendações práticas baseadas em experiências desenvolvidas em diferentes países da América Latina — como Brasil, Argentina, Chile e Colômbia — que, nos últimos anos, têm avançado na construção de políticas de apoio à parentalidade no campo científico. Entre essas iniciativas estão a ampliação de licenças e bolsas para pesquisadoras-mães, a criação de lactários e espaços de cuidado infantil em universidades e a inclusão de recursos destinados às infâncias em editais de fomento.

Apesar desses avanços, persistem barreiras significativas para a participação plena de mães, pais e pessoas responsáveis em eventos acadêmicos, especialmente em função da sobrecarga do cuidado e da ausência de infraestruturas inclusivas. A cartilha surge, assim, como uma ferramenta de orientação para a implementação de ações concretas que contribuam para a equidade de gênero, a ampliação da participação de pesquisadoras-mães e a construção de ambientes científicos mais diversos, acessíveis e socialmente comprometidos.

O material apresenta nove recomendações centrais para a organização de espaços de acolhimento, abordando desde o planejamento inicial e o mapeamento de demandas até questões de acessibilidade, parcerias institucionais, contratação de equipes especializadas, atenção a crianças com deficiência ou neurodivergentes e medidas de apoio financeiro para estudantes com filhos e filhas.

Para a RAFeCT, garantir a presença de crianças em eventos científicos não se limita a uma política de apoio à parentalidade, mas constitui um compromisso ético com a produção de uma ciência mais justa, plural e atenta aos desafios contemporâneos. Além de possibilitar a participação integral de mães e pais pesquisadores, os espaços dedicados às infâncias ampliam a convivência, a diversidade e o acesso das próprias crianças ao universo científico.

 

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