Defesa de tese aborda maternidade, violência obstétrica e ativismos feministas na UFSC (sexta, 12/12)

No dia 12 de dezembro de 2025, às 14h (horário de Brasília), Bruna Fani Duarte Rocha, integrante da RAFeCT, realizará a defesa de sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O trabalho, intitulado “Maternidade, violência obstétrica e ativismos feministas: uma etnografia da associação espanhola El Parto es Nuestro”, investiga práticas, debates e mobilizações em torno da violência obstétrica e da justiça reprodutiva, com foco em uma das organizações feministas mais atuantes na Espanha.

A sessão será híbrida, com participação presencial na Sala 324, Bloco B – CFH/UFSC, e transmissão online para interessadas e interessados. Para receber o link de acesso, é necessário preencher o formulário disponível em: https://forms.gle/YHp5Faqg1EHqB5AT8

 

📄 Informações da Defesa
Título: Maternidade, violência obstétrica e ativismos feministas: uma etnografia da associação espanhola El Parto es Nuestro
Autora: Bruna Fani Duarte Rocha
Data: 12/12/2025
Horário: 14h (horário de Brasília)
Local presencial: Sala 324, Bloco B – CFH/UFSC
Modalidade: Híbrida
Inscrição para participação online: https://forms.gle/YHp5Faqg1EHqB5AT8

 

Resumo:

Esta tese tem como objetivo compreender como práticas e experiências obstétricas passaram a ser reconhecidas como “violência obstétrica” e, a partir disso, mobilizaram ativismo político entre as mulheres da associação feminista “El Parto es Nuestro”, na Espanha. A pesquisa teve como método a etnografia, análise documental e entrevistas semi-estruturadas, fundamentando a pesquisa a partir da antropologia feminista, para analisar como a maternidade se converte em uma causa política e coletiva, especialmente na luta por melhores condições de atenção durante a gravidez, parto e pós-parto. A investigação analisa como as demandas das mulheres da associação se articulam com os ideais feministas, sobretudo, na defesa dos direitos sexuais e reprodutivos. O estudo revela que a politização da maternidade, enquanto fenômeno social e político, desempenha um papel central no ativismo das mulheres, que transformam suas experiências de sofrimento obstétrico em uma luta por reconhecimento e por mudanças na cena obstétrica. A pesquisa contribui para o debate sobre a interseção entre maternidade, feminismo e direitos humanos, enfatizando a importância da luta por justiça reprodutiva na construção de novos marcos de direitos e na promoção de práticas obstétricas mais respeitosas e humanizadas.

 

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