Autor: RAFeCT

Lançamento de livro, Todos - Atividades

Convite, 15/07 na RBA: lançamento da coletânea “Precursoras da Antropologia Visual: Mulheres em campo”

Coletânea “Precursoras da Antropologia Visual: Mulheres em campo”, organizada pela Profa. Dra. Fabiene Gama (PPGAS/UFRGS), pela Dra. Débora Wobeto (PPGAS/UFRGS) e pela Me. Luisa Pitanga (PPGAS/UFRGS), será lançada dia 15 de julho, em formato presencial, no âmbito da 35ª Reunião Brasileira de Antropologia, que ocorrerá no Campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia/GO.   O livro reúne contribuições de pesquisadoras que analisam a trajetória e produção imagética de caráter etnográfico de mulheres que viajaram pelo país no início do século XX. Esta coletânea é fruto de pesquisas de docentes e estudantes de graduação e pós-graduação vinculadas a universidades no Brasil e no exterior. Os trabalhos foram reunidos no âmbito do projeto Antropologia, Fotografia e Patrimônio Imaterial no Brasil: uma perspectiva de gênero, coordenado por Fabiene Gama na UFRGS e financiado pela FAPERGS. O projeto mapeia, sistematiza e analisa contribuições de mulheres ao campo da Antropologia Visual no país no período anterior a sua institucionalização. Além disso, fomenta e estimula os debates sobre os impactos do gênero na produção científica realizada por mulheres.   Para mais informações sobre o livro, escrever para: deborawobeto@gmail.com Saiba mais no site da RBA: https://www.35rba.abant.org.br/site/capa

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Até 26/05: GT na ANPOCS acolhe pesquisas sobre mídias e plataformas digitais

Estão abertas até 26/05 as incrições de trabalhos nos GTs da ANPOCS, que acontecerá de 30 de setembro a 9 de outubro de 2026 na Unicamp, em Campinas.   Lara Roberta Rodrigues Facioli (UFPR) e Carolina Parreiras (Universidade de São Paulo), coordenadoras do “GT61 – Pesquisa social com mídias e plataformas digitais: desafios teóricos, éticos e metodológicos”, convidam pesquisadoras e pesquisadores a submeterem seus trabalhos. O GT fomenta reflexões sobre os desafios da pesquisa social envolvendo mídias e plataformas digitais, no campo das Ciências Sociais. Propomos discutir as implicações teórico-metodológicas do trabalho com dados digitais, incluindo possibilidades de investigação com uso de big data, etnografia digital, observações em rede, análise de redes e técnicas mistas, digital methods, além dos dilemas éticos envolvidos em pesquisas em/com ambientes digitais, tais como privacidade, consentimento e vigilância. Outro eixo é o exame das dinâmicas socioculturais mediadas pelas tecnologias digitais, como a formação de comunidades online, movimentos sociais digitais, disseminação de desinformação, plataformização e datificação e o impacto de ferramentas de inteligência artificial na produção e circulação de conteúdo. O GT também visa debater as desigualdades no ambiente digital, exclusão algorítmica, discurso de ódio e assimetrias de acesso, articulando perspectivas da Antropologia, da Sociologia e de áreas afins. Ao fomentar este diálogo, pretendemos consolidar redes de colaboração e refletir sobre abordagens teórico-metodológicas inovadoras para o estudo das mídias e plataformas digitais.   Faça sua inscrição clicando aqui.

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Inscrições abertas: seminário sobre ciência, tecnologia e gênero na Universidad Nacional de Mar del Plata (Argentina)

Seminário internacional discute ciência, tecnologia e gênero a partir de perspectivas feministas e latino-americanas Está sendo oferecido o seminário de pós-graduação “Ciencia, tecnologías y género: aproximaciones desde la historia y los estudios CTS para pensar la medicina”, organizado pela Universidad Nacional de Mar del Plata (Argentina). A atividade reúne pesquisadoras da Argentina e do Brasil, incluindo docentes vinculadas à Unicamp, fortalecendo o diálogo regional em torno dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (CTS) com enfoque de gênero. Com carga horária de 36 horas, o seminário será realizado entre os dias 26, 27 e 28 de maio e 2, 3 e 4 de junho, em modalidade presencial com participação virtual síncrona de convidadas internacionais. A proposta é oferecer um espaço de debate crítico sobre a produção de conhecimentos científicos e tecnológicos, questionando sua pretensa neutralidade e explorando suas relações com gênero, poder e colonialidade. Voltado a estudantes de pós-graduação das áreas de humanidades e ciências sociais, o curso aborda temas como epistemologias feministas, tecnofeminismo, construção histórica da diferença sexual, tecnologias biomédicas e ativismos trans e intersexo. A partir de estudos de caso — como hormônios, contraceptivos e o uso do misoprostol na América Latina —, o seminário busca evidenciar como ciência e tecnologia são coproduzidas em contextos sociais marcados por desigualdades de gênero, raça e classe. A proposta reafirma o compromisso com uma ciência situada, crítica e socialmente implicada, incentivando participantes a incorporar perspectivas feministas e descoloniais em seus próprios projetos de pesquisa.   Programa: https://drive.google.com/file/d/1gxVLtVyHt2RDKPYymVI8S11kMITxBgBI/view Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdF5rI6IzcspUJbwvqNoLRYWGFu95SQn9BdA_-256r5TBgXPw/viewform   Organizado por Grupo de Estudios sobre Familia, Género y Subjetividades https://www.instagram.com/grupogenerounmdp/

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Até 30/06 – Revista Cerradeira abre chamada de artigos para seu primeiro número

A Revista Cerradeira abriu chamada de artigos para seu primeiro número.  Submissões pelo site https://revistas.ufg.br/cerradeira até dia 30 de junho de 2026. Você conhece a revista Cerradeira? A Cerradeira é a revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFG. A revista Cerradeira se posiciona ao lado dos ofícios das mulheres cerradeiras do sertão, como as quebradeiras de coco babaçu, que fazem da travessia e da imersão no cerrado seu ofício e modo de viver e criar. Assim como o trabalho das mulheres cerradeiras, bordadeiras, raizeiras, quebradeiras, cozinheiras, merendeiras, pensamos a escrita antropológica como um ofício artesanal lento, orgânico e resistente ao produtivismo acadêmico. O formativo “eira” do nome enfatiza o engajamento e a aliança com conhecimentos tradicionais ou populares. Desde essa posição cerradeira, a revista do PPGAS da UFG busca se conectar a outras antropologias no Brasil e na América Latina que refluem em movimentos contracoloniais. Pelas linhas da escrita antropológica, a Revista Cerradeira vem reunindo antropólogas parideiras de ideias, pegadeiras de palavras, semeadeiras de problemas, futriqueiras, criadeiras de caso que buscam fazer uma antropologia sem eira nem beira,  desobediente e insurgente. Como uma cesta trançada com palavras, cada edição reúne artigos científicos, ensaios, relatos de experiências, entrevistas, traduções, resenhas, manifestos, cartas, poemas, desenho, produções artísticas e audiovisuais em três seções: Cria, Posiciona e Manifesta. Envie seu artigo para uma de nossas seções e faça parte desta edição histórica da revista do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFG. Para fortalecer este movimento cerradeiro, publique, apoie, compartilhe e divulgue entre amigas e colegas. Chamada compartilhada pelas editoras Suzane de Alencar Vieira suzanealencar@ufg.br e Luciene de Oliveira Dias luciene_dias@ufg.br

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Já disponível! Dossiê Ciências & Feminismos (Sexualidad, Salud y Sociedad, n. 42)

Já está disponível o dossiê Ciências & Feminismos (n. 42 / 2026), publicado pela revista Sexualidad, Salud y Sociedad. A coletânea reúne sete artigos que investigam os desafios e as potências de produzir ciências feministas situadas, críticas e politicamente engajadas na América Latina. Os textos analisam como desigualdades de gênero, raça e sexualidade atravessam práticas científicas, instituições, infraestruturas de pesquisa e políticas públicas, evidenciando que a produção de conhecimento é sempre atravessada por relações de poder, disputas epistemológicas e compromissos ético-políticos. Ao enfatizar perspectivas situadas, os artigos contribuem para ampliar o debate sobre justiça epistêmica, pluralidade de saberes e responsabilidade social na produção científica. O dossiê fortalece o campo dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia a partir de perspectivas feministas latino-americanas, destacando modos de produzir conhecimento que reconhecem a historicidade dos corpos, a importância da reflexividade e a necessidade de construir alianças que enfrentem desigualdades estruturais. As contribuições reunidas mostram como práticas científicas podem ser espaços de disputa e transformação, abrindo caminhos para imaginar futuros científicos mais inclusivos, comprometidos com equidade e atentos às implicações sociais e políticas das tecnociências. A publicação também evidencia a relevância de redes de colaboração regionais, que têm consolidado agendas críticas e interseccionais para pensar ciência, tecnologia e sociedade na América Latina. Textos que compõem o dossiê: Apresentação: Ciências politicamente situadas e os desafios feministas do século XXI, por Clarissa Reche e Daniela Manica El trabajo de la insistencia. Sobre la necesidad de incluir la mirada feminista en el campo de los estudios de ciencia y tecnología, por Tánia Pérez-Bustos Agendas de pesquisa e desafios metodológicos para a antropologia feminista da ciência e tecnologia na América Latina: experimentando intervenções com podcast, por Daniela Tonelli Manica, Fernanda Mariath e Clarissa Reche  Mulheres, Ciências e Guias Epistêmicas Insurgentes, por Luciene de Oliveira Dias Cómo investigamos nosotras. Reflexiones sobre técnicas y experiencias de investigación en salud desde metodologías críticas con enfoque feminista, por María Sol Anigstein, Antonia Fontaine e Andrea Alvarez  Coproducción de saberes y cisexismo. Reflexiones epistemológicas sobre la construcción de indicadores y diagnósticos participativos en población trans y travesti de Argentina, por Alejandra Roca e Cecilia Rustoybur O lugar incômodo da ciência feminista: aportes a partir de uma pesquisa socioantropológica sobre um dispositivo biomédico para esterilização de mulheres, por Elaine Reis Brandão Maternidade como espaço de negociação e atuação na carreira de pesquisadoras feministas a partir de três cenas: docência, pesquisa e autobiografia, por Débora Allebrandt 📖 Acesse, leia e compartilhe o dossiê: https://www.scielo.br/j/sess/i/2026.n42/   

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Podcast Mundaréu lança a série Feminista In Vitro sobre células, sexo e gênero! Acompanhe!

Uma parte importante da pesquisa biomédica e, consequentemente, da produção de tecnologias em saúde, como medicamentos e vacinas, é a investigação com células. Em uma sala de cultura, um espaço dedicado ao cultivo de células em um laboratório, células são cultivadas em placas de vidro, os chamados modelos in vitro. E a partir de experimentos com esses modelos, cientistas investigam sobre o funcionamento do nosso corpo e de doenças. No sangue menstrual, é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem utilizadas como modelo experimental no laboratório. Mas, essas células não são exatamente bem-vindas na sala de cultura. Em uma pesquisa interdisciplinar, a antropóloga Daniela Manica e colaboradoras observaram que publicações que utilizam essas células do sangue menstrual representam apenas 0,25% dos artigos da área. As pesquisadoras concluem que não existe nenhuma explicação técnico-científica que sustente essa baixa utilização. Elas argumentam que a razão correlacionada é o fato do sangue menstrual ser marcado por questões sociais e por um viés de gênero. Mesmo existindo diversos corpos que menstruam e mulheres que não menstruam, essas células são entendidas como femininas e, por isso, são descartadas como um modelo possível. Só que, ao mesmo tempo, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos. Cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?  Essa foi uma das perguntas principais da dissertação de mestrado em Divulgação Científica e Cultural (Unicamp), realizada por Fernanda Mariath e orientada pela professora Daniela Manica. Para responder essa pergunta, foi preciso contaminar a sala de cultura (uma contaminação feminista!) e embarcar em uma viagem pela célula. Ao visitar as partes celulares, elas nos contam sobre as células do sangue menstrual e trazem discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco. É possível embarcar junto nessa viagem pela célula ao escutar a série Feminista In Vitro. Essa série de podcast é resultado da dissertação de mestrado e é um desdobramento do projeto de pesquisa anterior que Daniela Manica foi investigadora principal. Também é parte de um projeto de jornalismo científico, com financiamento da FAPESP e supervisão da professora Daniela Manica (Unicamp) e da professora Germana Barata (Unicamp). A série Feminista In Vitro, lançada dia 18 de fevereiro no Podcast Mundaréu, traz um episódio por semana até abril! Você já pode escutar o teaser e embarcar nessa viagem feminista pela célula!    [release de divulgação]

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ÚLTIMOS DIAS! Até 27/02, envie sua comunicação para o simpósio “Por una antropología feminista de las biotecnologías: desafíos contemporáneos entre la maleabilidad del cuerpo y la producción de jerarquías”

Está aberta até dia 27 de fevereiro a chamada para envio de comunicação para o simpósio  “Por una antropología feminista de las biotecnologías: desafíos contemporáneos entre la maleabilidad del cuerpo y la producción de jerarquías”, coordenado por Valeria Grabino, Fabiola Rohden y Mariana Viera. O simpósio é parte do III Congreso Internacional de Antropología Feminista, que acontecerá durante os dias 1 al 3 de julho de 2026, em Terragona, Espanha. A submissão pode ser feita através do link: https://congressos.urv.cat/congres-antropologia-feminista-2026/simposi/419   S04. Por una antropología feminista de las biotecnologías: desafíos contemporáneos entre la maleabilidad del cuerpo y la producción de jerarquías Valeria Grabino Departamento de Antropología Social (DAS-ICA) de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad de la República, Uruguay Fabíola Rohden Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, Brasil Mariana Viera Cherro Departamento de Antropología Social (DAS-ICA) de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación, Universidad de la República, Uruguay La antropología feminista ha estudiado cómo las tecnologías reproducen saberes y prácticas heteronormativas y patriarcales (Wacjman, 1991)1, que se traducen en mandatos corporales, sexuales y de género, dejando en situación de exclusión a quienes no se ajustan a dichas normas. Estas formas de control, más o menos explícitas, se tensionan con los deseos que estas tecnologías muchas veces habilitan a concretar. También con las limitantes económicas, políticas, racistas o eugenésicas que ellas suponen. Este Simposio propone entonces, reflexionar en torno a los desafíos contemporáneos que, desde una perspectiva feminista crítica e interseccional, suscita el abordaje de las relaciones entre biotecnologías, cuerpos, y producción de jerarquías, en particular sexo-genéricas en interseccion con otras. Convocamos especialmente, a quienes -desde el vasto campo de estudio sobre biotecnologías- se encuentren realizando investigación empírica acerca de: a) Saberes y prácticas biomédicas involucradas en tecnologías de reproducción humana asistida (TRHA), incluyendo procesos de criopreservación de material reproductivo para preservar la fertilidad. b) Discursos normativos desde las biotecnologías en torno a las corporalidades de personas con capacidad de gestar en el embarazo, parto y puerperio. c) Procesos de hormonización, intervenciones quirúrgicas, intervenciones para la reproducción y en instancias reproductivas. d) Transformaciones corporales y cirugías plásticas que involucran patrones idealizados de belleza en el contexto de procesos reproductivos. Proponemos situar el intercambio y análisis entre el mandato y el deseo, el control y la autonomía, los desarrollos biotecnológicos y las desigualdades y jerarquías sociales que se reifican o disputan en estos procesos socio-técnicos. Asimismo, recuperar las experiencias de quienes desarrollan y aplican estas biotecnologías, así como de quienes las encarnan o interpelan desde diversas luchas colectivas. Serán bienvenidas propuestas que problematicen algunas de las siguientes dimensiones analíticas: Modos en que los saberes y prácticas biomédicas de desarrollo de las biotecnologías reproducen jerarquías corporales y sexo-genéricas y posibles transformaciones que estos procesos habilitan. Formas de control y desigualdades que pueden reproducir, profundizar o cuya existencia pueden disputar las biotecnologías. Interpelaciones a las biotecnologías desde los feminismos y transfeminismos. Luchas de colectivos que están dialogando y tensionando estos procesos desde sus militancias: disidencias sexo-genéricas, colectivos de activismo gorde, discas, Posicionamientos de lxs investigadorxs en el campo de las biotecnologías y desafíos que se suscitan en este contexto de investigación específico. Dilemas ético-metodológicos que emergen para una antropología feminista. Herramientas teóricas y metodológicas necesarias para el trabajo de campo antropológico en estos

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Últimos dias! Submissões para os GTs da VI RAS até 01/02

A VI Reunião de Antropologia da Saúde (RAS) acontecerá entre 22 e 24 de abril de 2026, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. A chamada para submissão de resumo para os GTs está aberta até dia 01 de fevereiro, e você pode conferir todos os GTs disponíveis neste link. Veja abaixo os GTs coordenados por integrantes da RAFeCT:   GT 02: Antropologia do Diagnóstico: regimes de verdade e temporalidades na nomeação dos estados aflição e sofrimento Coordenador(a): Waleska de Araujo Aureliano (UERJ),Fernando José Ciello (UFRR),Martha Cristina Nunes Moreira (FIOCRUZ) Descrição: Este Grupo de Trabalho propõe reunir pesquisas que abordem as articulações entre diagnósticos em saúde e as múltiplas temporalidades que atravessam experiências de sofrimento. Consideramos os diagnósticos não como categorias fixas, mas como processos performativos que produzem realidades, orientam práticas e reconfiguram modos de existir. Tais processos se inscrevem em temporalidades complexas: o tempo vivido do corpo e dos sintomas, o tempo das doenças e o das esperas burocráticas, judiciais, científicas e terapêuticas, e os ritmos afetivos e morais que conformam trajetórias de cuidado. Interessa-nos explorar como categorias diagnósticas (ou sua ausência) multiplicam modos de manejar dores e aflições, organizando agenciamentos no presente, expectativas de futuro e relações com políticas, tecnologias e regimes de verdade sobre mente e corpo. Buscamos contribuições que ressaltem: a experiência de receber/conviver com determinados diagnósticos, assim como a ausência de diagnóstico para quadros de sofrimento físico e/ou mental; os modos como categorias diagnósticas (re)produzem práticas e conhecimentos sobre corpo/saúde/doença; as interações entre práticas diagnósticas, políticas e contextos sociais; as transformações em processos diagnósticos e seus efeitos na construção de prognósticos e identidades clínicas; análises relativas aos diagnósticos produzidos em epidemias/pandemias antigas e recentes (HIV/Aids, Zika, Covid-19, etc); estudos teóricos sobre categorias diagnósticas   GT 03: Classificações, escalas e métricas no campo da saúde e meio ambiente Coordenador(a): Glaucia Maricato (UnB),Vitor Simonis Richter (COC/FIOCRUZ) Descrição: A antropologia sempre se interessou por sistemas de classificação — embutidos na linguagem, no parentesco, nas definições sobre populações a serem contadas. Ela também operou classificações como chaves de leitura, por exemplo, nos conceitos de illness/disease. Ao direcionarmos o olhar para tais processos, interessa-nos refletir sobre o que subjaz às classificações e sobre os efeitos que produzem — políticos, sociais e de verdade/realidade – nas práticas de saúde e suas relações com mudanças climáticas. Buscamos trabalhos que discutam sistemas classificatórios que informam a produção de evidências científicas, a separação entre sujeitos-doenças-tratamentos e toda sorte de sistemas classificatórios que sejam tidos como “fatos dados da realidade”. Interessa-nos, em especial, pesquisas sobre a produção/manipulação/circulação de dados, métricas e escalas mediadas por tecnologias e infraestruturas de bancos de dados. Essas tecnologias têm despertado crescente interesse etnográfico por materializarem epidemias, pandemias e tecnologias de antecipação em biossegurança; por estruturarem projeções e modulações de mudanças climáticas; por informarem pesquisas e inovações na biomedicina; e por moldarem experiências afetivas de viver em um mundo pandêmico e em emergência climática. Classificar com a mediação de bancos de dados torna-se, assim, uma forma de fazer/agregar versões da realidade que implicam modos particulares de interrogar, relacionar e performar os mundos em transformação.   GT 04: Drogas, fármacos, psicoativos e psicodélicos: perspectivas, controvérsias e debates contemporâneos Coordenador(a): Isabel Santana de Rose (UFSC),Rogerio Lopes Azize (IMS/UERJ) Descrição: As fronteiras entre drogas, fármacos, psicoativos e psicodélicos, entre outras possíveis denominações, são fluidas e instáveis, assim como as próprias categorias são dinâmicas, contextuais e imprecisas. Nossa proposta é abordar essas substâncias em sua multiplicidade e complexidade, partindo de abordagens etnográficas, críticas e reflexivas. Pretendemos dialogar com debates e controvérsias contemporâneas envolvendo temas como medicalização, medicamentalização, farmaceuticalização, cuidado, políticas de drogas, processos de regulamentação, ensaios clínicos, indústria farmacêutica, mercados, patentes, repartição de benefícios, entre outros, bem como refletir sobre as contribuições da antropologia para analisar essas questões, em diálogo com discussões interdisciplinares no campo da saúde. Ressaltamos a importância de princípios básicos da antropologia da saúde, como a relativização da perspectiva biomédica e a relativização do enfoque na “substância em si” e em “balas mágicas” como soluções para problemas de saúde complexos. Estamos interessados/as em explorar o potencial da etnografia e da pesquisa qualitativa para abordar esses temas de maneira aprofundada e para fornecer subsídios para políticas públicas. Destacamos as dimensões políticas dessas questões e seus entrecruzamentos com debates amplos sobre raça, classe, gênero, acesso a medicamentos e tratamentos, bem como com as crises ambientais contemporâneas e seus desdobramentos.   GT 07: Especulações no campo da saúde: Desafios práticos, teóricos e políticos em tempos de urgências Coordenador(a): Eugenia Brage (UNICAMP),Cíntia Liara Engel (UFG) Descrição: O mundo, tal qual o conhecemos, não é mais o mesmo, lembra Bruno Latour ao destacar como o negacionismo climático organiza a política do presente. Debates críticos têm permitido borrar dicotomias que estruturam o pensamento moderno, buscando alternativas para agir diante das urgências. Discussões sobre o regime meio ambiental, o antropoceno, as relações entre organismos e ambiente e o excepcionalismo humano recolocam questões centrais para imaginar uma antropologia além dos determinismos biológicos e culturais (Ingold e Palsson, 2013), abrindo caminhos férteis para a Antropologia da Saúde. Diante das crises provocadas pela aceleração do consumo e pelos modos de produção que configuram o “presente espesso” (Haraway, 2019), torna-se imprescindível pensar e contar outras histórias. Nesse contexto, o exercício especulativo torna-se fundamental para imaginar outras humanidades, mundos e saúdes, criando linhas de fuga para relações mutuamente condicionantes. Esse movimento desestabiliza categorias, escapa de paradigmas vitimizantes e revela formas de insurgência cotidiana, mas sobretudo convida a imaginar, co criar e produzir mundos — worlding (Haraway, 2019). Este GT propõe um espaço de discussão sobre saúde em chave especulativa, entendendo a especulação como crítica do presente (Puig de la Bellacasa, 2017), acolheremos trabalhos que se envolvam com uma ou mais das questões: como imaginar mundos e devires biossociais a partir deste presente? Como fazer uma antropologia da saúde que se aproprie de forma cuidadosa dos nossos tempos? Como abordar as urgências atuais nas etnografias no campo da saúde?   GT 09: Ética em Pesquisa na Antropologia: nova lei, velhos

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35ª RBA: submissão de resumos para os GTs vai até 20/01. Confira os GTs propostos pelas integrantes da RAFeCT!

A chamada para submissão de resumos para os GTs da 35ª RBA está aberta até 20 de janeiro de 2026. A Reunião Brasileira de Antropologia, organizada pela Associação Brasileira de Antropologia, correrá entre os dias 13 e 17 de julho de 2026, na Universidade Federal de Goiás, em Goiania. Confira abaixo os GTs propostos pelas integrantes da RAFeCT:   GT 021 – Antropologia digital: debates teóricos, metodológicos, éticos e políticos Coordenação: Carolina Parreiras (USP),Patricia Pereira Paveis (UFES) Resumo: O objetivo deste GT é trazer discussões pertinentes à área da Antropologia Digital a partir de debates teóricos, metodológicos e éticos. Assim, o interesse está em trabalhos que, de algum modo, lidem com o digital – seja como campo, como contexto ou como ferramenta de pesquisa. Nos últimos anos, temos visto um crescente interesse por temáticas que envolvem a internet e as tecnologias digitais, que coincide tanto com a popularização de dispositivos como os smartphones, o crescimentos da conectividade no Brasil como a popularização de discussões como plataformização e inteligência artificial. Por este motivo, é necessário não deixar de lado o viés crítico e político presente no desenvolvimento e no uso destas tecnologias, marcadas por sua não neutralidade e pela opacidade. Neste sentido, convidamos trabalhos que discutam questão tais como (mas não apenas): plataformas digitais, etnografia digital e outras técnicas metodológicas, inteligência artificial, influencers, economia da atenção, big techs, ética para o digital, trabalho plataformizado, desinformação, violência digital, extrema-direita, redes sociais, histórias da internet, criptografia, segurança e privacidade; controle e vigilância, dentre outros.   GT 072 – Etnografias hospitalares Coordenação: Soraya Fleischer (UNB),Marcia Reis Longhi (UFPB) Resumo: A antropologia da saúde sempre esteve nas instituições de saúde. Em geral, estas instituições têm sido descritas como repletas de gates e gatekeepers que, depois de alguma negociação e autorização, permitem nossa entrada, circulação e permanência. Com frequência, estes espaços são mencionados instrumental e rapidamente nos capítulos ou seções metodológicos. Depois, os serviços de saúde oferecidos se tornam, sobretudo, o foco de atenção da disciplina. E muitas pesquisas priorizam os conteúdos das conversas e vivências ali dentro, enquanto as interpelações recebidas das próprias instituições de saúde figuram como curtas descrições, notas de rodapé ou sequer são mencionadas. O espaço hospitalar é desafio, é passagem, é contexto, mas também história, relações e gestão, bem como formação e produção científica também podem ser tomadas como temas de pesquisas antropológicas. Este GT deseja conhecer etnografias produzidas dentro e também sobre e com os diversos tipos e escalas de hospital. E se interessa por reunir papers sobre: a) Estratégias e desafios éticos, políticos e metodológicos de fazer pesquisas nos espaços hospitalares; b) Histórias de construção, institucionalização e memória destas instituições de saúde; c) Diálogos e ruídos entre serviços de saúde, de formação e de pesquisa que acontecem especialmente nos hospitais universitários; d) Participação da antropologia em programas de estágio, residência, projetos de pesquisa e extensão nessas instituições.   GT 078 – Gênero e raça em práticas artísticas em arquivos: perspectivas e pesquisas antropológicas contemporâneas Coordenação: Fabiene Gama (UFRGS),Rosamaria Giatti Carneiro (UNB) Resumo: Este grupo de trabalho visa reunir pesquisas antropológicas que abordem práticas artísticas em e com arquivos. No Brasil, diversas iniciativas têm revisitado arquivos – coloniais, contemporâneos, públicos e privados -, apresentando novas perguntas e perspectivas, assim como novas práticas discursivas e visuais para pensar o passado e imaginar o futuro. Vistos como espaços para construção de memórias, versões da história, justiças epistêmicas, processos de subjetivação e produção de conhecimento, os arquivos deixaram de ser vistos como meros repositórios de documentos e registros, e tornaram-se importantes locais de debate e de interesse para várias areas artísticas e acadêmicas. São espaços onde histórias são preservadas, mas também interpretadas, criadas e silenciadas; onde experiências são valorizadas, invisibilizadas e revisitadas. O processo de re-imaginar e reinterpretar arquivos têm trazido à luz histórias obliteradas das narrativas dominantes e acerca de si mesmo. Coleções e arquivos tornaram-se, assim, meios de resistência e disputa de poder — espaços onde se pode questionar uma história única e seus perigos. Diante disso, neste GT, desejamos explorar diferentes estratégias metodológicas de pesquisa e práticas artísticas em/com arquivos dedicadas a pensar os marcadores sociais, em especial gênero, geração e raça. Trabalhos que explorem tensões entre o visível e o invisível e novas perspectivas sobre espaços, estéticas, pessoas e histórias serão mais do que bem-vindos.   GT 079 – Gênero, gravidez e parto: tecnologias e políticas reprodutivas Coordenação: Stephania Gonçalves Klujsza (UFF),Débora Allebrandt (UFAL) Resumo: Dando continuidade as discussões iniciadas nos Colóquio da Rede Anthera, este GT busca reunir pesquisas que explorem etnograficamente as temáticas da gravidez e do parto, em interseção com as discussões sobre gênero, tecnologias e políticas reprodutivas. Visando contemplar a diversidade das experiências sociais relacionadas à reprodução, bem como as diferenças que lhes caracterizam a partir dos marcadores sociais. A partir da última década do séc XX, observa-se a ampliação do conjunto de temas abarcados pelas pesquisas antropológicas que tomam a gravidez e o parto como eventos-chave. As análises sobre justiça reprodutiva e direitos sexuais e reprodutivos, a humanização do parto, o desenvolvimento de tecnologias reprodutivas e seus efeitos, as políticas de assistência, os ativismos em torno das práticas de cuidado nas cenas de parto, os saberes tradicionais e a emergência de novos atores, a categoria violência obstétrica e seus desdobramentos e, mais recentemente, os contextos da epidemia do zika vírus e da pandemia de covid 19, evidenciam a relevância cultural e a dimensão política destes eventos e do próprio interesse temático. Neste GT, visamos dar continuidade a estes diálogos com ênfase nas práticas relativas aos corpos e seus agenciamentos em termos individuais/biográficos, coletivos ou institucionais. Também serão bem-vindas pesquisas que interroguem o lugar da própria antropologia e da prática etnográfica na produção e análise de tecnologias e políticas reprodutivas.  

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