Em um momento em que ferramentas de inteligência artificial se tornam cada vez mais presentes na educação, no trabalho, na produção de imagens, na comunicação e nas redes sociais, acaba de ser publicado o dossiê “Inteligência artificial em perspectiva crítica: contribuições antropológicas e imaginários tecnológicos”, na revista GIS – Gesto, Imagem e Som.
O dossiê completo já está disponível para leitura, confira no site da revista: https://revistas.usp.br/gis/pt_BR
Organizado por Carolina Parreiras, o dossiê reúne pesquisadoras e pesquisadores de diferentes áreas para refletir sobre os significados sociais, políticos e éticos da inteligência artificial, propondo abordagens que vão além das narrativas que a apresentam como solução para todos os problemas ou como ameaça inevitável.
Os artigos exploram temas como reconhecimento facial, racismo algorítmico, produção de conhecimento em ambientes digitais, inteligência artificial na educação, fotojornalismo, criatividade artística e usos de IA em contextos de terapia e apoio psicológico. Em comum, os textos buscam compreender como essas tecnologias são produzidas, quais interesses mobilizam e de que maneira participam da reprodução ou contestação de desigualdades sociais.
Entre os trabalhos reunidos estão análises sobre os impactos éticos das tecnologias de reconhecimento facial, investigações sobre discriminação algorítmica nas redes sociais, reflexões metodológicas sobre big data e etnografia digital, além de discussões sobre autoria, criatividade e produção de imagens em tempos de IA generativa.
O dossiê conta com os seguintes trabalhos:
- Inteligência artificial em perspectiva crítica: contribuições antropológicas e imaginários tecnológicos, por Carolina Parreiras
- Reconhecimento sob suspeita: colaboração entre antropologia e ciência da computação na crítica ética ao reconhecimento facial, por Marisol Marini, Nina da Hora e Sandra Avila
- Big data vs. thick data: eis a questão? Para uma ecologia das práticas digitais, por Laure Garrabé e Maria Fernanda Viana
- Fotojornalismo pós-indicial, desafios e tendências, por Ivan da Costa Alecrim Neto e Carolina Dantas de Figueiredo
- Estética da repetição: inteligência artificial, surrealismo e algoritmos, por Adriana Nunes Souza
- Desigualdade no digital: o racismo algorítmico no contexto de mães adolescentes no Instagram, por Thais Cristina de Souza Silva, Amanda Silva Teixeira, Cristiane da Silva Cabral e Luisa Brito de Oliveira
Mais do que perguntar se a inteligência artificial é boa ou ruim, o dossiê convida a pensar criticamente os imaginários tecnológicos que orientam seu desenvolvimento e os efeitos concretos dessas tecnologias na vida cotidiana

