Autor: RAFeCT

RAFeCT, Todos - Atividades

Confira as últimas atividades das integrantes da RAFeCT (2a. semana de Junho, 2025)

Confira abaixo as últimas atividades das integrantes da RAFeCT! Taller Teórico “Antropología e interseccionalidades”, por Dra. Luciene Dias (12 de junio – 3 de julio) Publicación del libro “Aborto y misoprostol. Historia de una pastilla” de Natacha Mateo Conheça a disciplina “Antropologia da ciência”, oferecida pela prof. Dra. Soraya Fleischer no PPGAS da UnB Débora Allebrandt participa do II Colóquio da Rede Anthera com atividades sobre tecnologias e políticas reprodutivas 33rd International Association for Feminist Economics (IAFFE) Annual Conference terá a participação de Catarina Morawska ESOCITE e ANPOCS estão com inscrições abertas para apresentação de trabalhos! Confira os GTs coordenados por pesquisadoras da RAFeCT 11 de junho de 2025  

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Eventos Acadêmicos, Todos - Atividades

ESOCITE e ANPOCS estão com inscrições abertas para apresentação de trabalhos! Confira os GTs coordenados por pesquisadoras da RAFeCT.

No segundo semestre de 2025 teremos uma série de eventos acadêmicos que interessam ao nosso campo, como a RAM (04 a 08 de Agosto, UFBA, Salvador, BA), a ESOCITE.BR (17 a 19 de setembro, UFPA, Belém, PA), a REaCT (6 a 10 de outubro, UERJ, Rio de Janeiro, RJ), e a ANPOCS (15 a 24 de outubro, UNICAMP, Campinas, SP). A ESOCITE e a ANPOCS estão com inscrições abertas para apresentação de trabalhos. Confira abaixo os GTs coordenados por pesquisadoras da RAFeCT.   ESOCITE.BR, inscrição pelo site do encontro até dia 23/06   GT02 – A Indissocialidade Entre Ensino, Pesquisa e Extensão: desafios e experiências na Amazônia Coordenadoras: Lana Claudia Macedo da Silva (Universidade do Estado do Pará), Rachel de Oliveira Abreu (UEPA), Daniela Tonelli Manica (Labjor / Unicamp) O Objetivo deste Grupo Temático é fomentar discussões e arregimentar estudos, teóricos e/ou empíricos, que versem sobre propostas pautadas nas aproximações e interfaces entre o fazer pedagógico, o científico e práticas extensionistas, estimulando a apresentação de experiências em andamento ou finalizadas. Desde a década de 1960, a indissociabilidade dessas atividades constitui-se tema de destaque a partir da organização dos movimentos estudantis, passando pela reorganização dos movimentos sociais dos anos de 1970. Como resultado da luta de professores, estudantes e setores progressistas da sociedade civil, a extensão foi incluída dentre as demais atividades-fim das universidades no artigo 207 da Constituição Federal de 1988. O PIBID, enquanto programa de formação inicial de professores, deve ser concebido de forma a incluir não apenas práticas pedagógicas, mas também reflexões teóricas que dialoguem com a pesquisa acadêmica e com as necessidades das comunidades atendidas, para assim alcançar de fato a extensão, que muitas vezes é vista erroneamente como uma atividade secundária em relação ao ensino e à pesquisa. São bem vindos trabalhos nas áreas da antropologia, sociologia e educação acerca do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), Estágio curricular e Extensão Universitária, que apresentem os desafios enfrentados, problematizem e sistematizem as experiências desenvolvidas. Privilegiamos trabalhos que discutam os principais desafios enfrentados nas experiências de curricularização da extensão e de implementação desse preceito constitucional, como por exemplo: a dificuldade em integrar efetivamente ensino, pesquisa e extensão de maneira que cada um desses elementos complemente e fortaleça os outros; as experiências de levar a teoria para a prática, desenvolvendo projetos de pesquisa que respondam a demandas sociais concretas; dificuldades e problemas no envolvimento de alunos e professores em projetos de extensão como campo de pesquisa e de formação docente; violências e preconceitos enfrentados por bolsistas e pesquisadores em suas experiências de diálogo entre o conhecimento acadêmico e suas ações para fora da universidade.   GT12 – Estudos para a internet: teoria, métodos e ética Coordenadoras e debatedoras: Carolina Parreiras (USP), Lorena Mochel (UFRRJ) Este GT tem como objetivo promover, a partir de uma visão interdisciplinar, a intersecção entre o campo dos estudos para a internet (Hine, 2015) e dos estudos de ciência, tecnologia e sociedade, buscando trabalhos que se proponham a discutir questões em torno da internet e dos processos de digitalização. Neste sentido, parte de uma perspectiva sociotécnica, com interesse tanto nos usos da internet e das tecnologias digitais quanto nos modos de desenvolvimento destas tecnologias, em suas bases técnicas. Assim, em um momento em que muito se fala sobre plataformização e datificação da vida, este GT propõe uma visão crítica que busca entendimentos mais detidos destes processos, especialmente a partir de um olhar sensível aos contextos políticos e econômicos mais amplos. Do mesmo modo, está interessado tanto em trabalhos que tragam discussões baseadas em pesquisas empíricas quanto em reflexões teóricas e metodológicas – etnografia, mixed methods, métodos digitais, web scraping, mining etc – mais gerais. A partir de análises sobre usos cotidianos do digital, interessa-nos combinações com abordagens socioantropológicas que envolvam um olhar para diferenças raciais, de gênero, classe e outros marcadores sociais que moldam esses usos. O GT busca, ainda, promover diálogos com pesquisas atentas às questões éticas que envolvem a circulação de imagens e sons digitais no trabalho de campo, considerando riscos e contingências envolvidas na posicionalidade de quem pesquisa. Consideramos bem-vindas contribuições sobre estratégias de enfrentamento às desigualdades sociais, cujas abordagens conjuntas sobre violências ocasionadas por performances algorítmicas que movimentam políticas excludentes nas redes possam ampliar olhares sobre reconfigurações da intimidade, da memória e dos projetos de futuro na vida plataformizada.   ——–   ANPOCS, inscrições pelo site do encontro até dia 24/06   GT61. Pesquisa social com mídias e plataformas digitais: desafios teóricos, éticos e metodológicos (Grupo de trabalho presencial) Coordenadoras: Lara Roberta Rodrigues Facioli (UFPR), Carolina Parreiras (Universidade de São Paulo) Este GT fomenta reflexões sobre os desafios da pesquisa social envolvendo mídias e plataformas digitais, no campo das Ciências Sociais. Propomos discutir as implicações teórico-metodológicas do trabalho com dados digitais, incluindo possibilidades de investigação com uso de big data, etnografia digital, observações em rede, análise de redes e técnicas mistas, digital methods, além dos dilemas éticos envolvidos em pesquisas em/com ambientes digitais, tais como privacidade, consentimento e vigilância. Outro eixo é o exame das dinâmicas socioculturais mediadas pelas tecnologias digitais, como a formação de comunidades online, movimentos sociais digitais, disseminação de desinformação, plataformização e datificação e o impacto de ferramentas de inteligência artificial na produção e circulação de conteúdo. O GT também visa debater as desigualdades no ambiente digital, exclusão algorítmica, discurso de ódio e assimetrias de acesso, articulando perspectivas da Antropologia, da Sociologia e de áreas afins. Ao fomentar este diálogo, pretendemos consolidar redes de colaboração e refletir sobre abordagens teórico-metodológicas inovadoras para o estudo das mídias e plataformas digitais.

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Eventos Acadêmicos, Todos - Atividades

33rd International Association for Feminist Economics (IAFFE) Annual Conference terá a participação de Catarina Morawska

Dias 20 a 21 de junho (virtualmente) e do dia 3 a 5 de julho (presencialmente na University of Amherst Massachusetts, USA) acontecerá a 33rd International Association for Feminist Economics (IAFFE) Annual Conference. A conferência abordará os seguintes tópicos: economia solidária e feminista: mercados de trabalho e emprego; macroeconomia feminista; economia do cuidado, trabalho não remunerado e uso do tempo; terra, agricultura e desenvolvimento rural; igualdade, pobreza e justiça; ideias LGBTQ+ e econômicas; crises climáticas e economia feminista; teoria econômica feminista; economia feminista, política, advocacy. Catarina Morawska, professora associada do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de São Carlos (PPGAS/UFSCar),  coordenadora do Laboratório de Experimentações Etnográficas (LE-E) e integrante da RAfeCT, estará presente na conferência, apresentando um trabalho no painel  Gendering the Debt Crisis.  Saiba mais sobre no site da conferência. 

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Débora Allebrandt participa do II Colóquio da Rede Anthera com atividades sobre tecnologias e políticas reprodutivas

Durante os dias 23 a 25 de junho, Débora Allebrandt  irá participar do II Colóquio da Rede Anthera, a Rede Internacional de Pesquisa sobre Família e Parentesco. O encontro irá acontecer de forma exclusivamente em formato presencial, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). A pesquisadora estará presente nas seguintes atividades:   Mesa-redonda 1, 23/06 – 10 às 12h – Direitos sexuais e reprodutivos e maternidades – Anna Paula Uziel (UERJ) – Débora Allebrandt (UFAL) – Janaina Gentilli (REMA) – Martha Ramírez-Gálvez (UEL) – Sabrina Finamori (UFMG)   Simpósio temático: Gênero, gravidez e parto: tecnologias e políticas reprodutivas Coordenação: Débora Allebrandt (UFAL) e Stephania Klujzsa (UFF) Para mais informações sobre o evento e as atividades, confira a página do colóquio.

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Curso, Todos - Atividades

Conheça a disciplina “Antropologia da ciência”, oferecida pela prof. Dra. Soraya Fleischer no PPGAS da UnB

Neste primeiro semestre letivo de 2025, de 24/03 até 02/07/2025, a professora doutora Soraya Fleischer oferece a disciplina “Antropologia da ciência”. Esta é uma disciplina oferecida pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) na Universidade de Brasília. Na turma, há estudantes do PPGAS, como de outros PPGs (Saúde Coletiva, Ciência Política, Estudos Latino-Americanos, Psicologia). As estudantes têm formação não apenas na Antropologia, mas na Educação, Terapia Ocupacional, Veterinária, Comunicação, Psicologia, por exemplo. Confira o programa completo da disciplina abaixo: Clique aqui para baixar o programa

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Lançamento de livro, Todos - Atividades

Publicación del libro “Aborto y misoprostol. Historia de una pastilla” de Natacha Mateo

Se publicó el libro “Aborto y misoprostol. Historia de una pastilla” (UNR Editora) de Natacha Mateo. El mismo surge a partir de la tesis doctoral de la autora y fue publicado tras haber sido distinguido con el primer premio en la Tercera Edición del concurso de la Asociación Argentina para la Investigación en Historia de las Mujeres y Estudios de Género (AAIHMEG). ¿De qué trata el libro? Cuando el misoprostol salió al mercado, en Estados Unidos durante la década de 1980, se indicó como protector gástrico, instalando como contraindicación su posible uso como una droga abortiva y, de esta forma, llegó a América Latina. Desde entonces, fueron miles de mujeres las que exploraron de qué maneras y en qué dosis de misoprostol podía interrumpir embarazos no deseados. De esas experiencias, en Argentina las mujeres construyeron saberes que fueron tomados como referencia por profesionales de la Salud y colectivos feministas que, aún en contexto de clandestinidad, desconocían en la mayoría de los casos cómo indicar el misoprostol para practicar abortos seguros. En este libro, Natacha Mateo reconstruye esa larga historia en la que mujeres, colectivos feministas, profesionales de la salud, farmacias, foros de venta, panfletos, fanzines, socorristas, militantes y efectores públicos fueron enlazando saberes que generaban al calor de la urgencia por interrumpir embarazos mientras avanzaba en la agenda pública el debate sobre el derecho a decidir de las personas con posibilidad de gestar. El libro reconstruye la trayectoria sociotécnica del misoprostol como droga abortiva, entramada desde siempre con la lucha de las mujeres por el aborto legal, seguro y gratuito en Argentina.

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Curso, Todos - Atividades

Taller Teórico “Antropología e interseccionalidades”, por Dra. Luciene Dias (12 de junio – 3 de julio)

El magíster en Antropología Sociocultural (Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de Chile) en el marco de su Seminario Permanente tiene el agrado de invitar al micro curso Taller Teórico “Antropología e interseccionalidades” dictado por Dra. Luciene Dias, profesora de la Universidade Federal de Goiás, Brasil. — Atividade parte do pós-doutorado de Dra. Luciene Diasem Antropologia Social na Universidad de Chile Para mais informações, escrever para: luciene_dias@ufg.br

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Labirinto e RAFeCT promovem evento online sobre blogs e ciência

Evento online: Blogs, Ciências e Socioantropologias 🗓 Quinta-feira, 12 de Junho de 2025 🕑 18:30–20:30 (horário de Brasília) 📍 Local: link para o Google Meets   Temos o prazer de anunciar um evento online, “ Blogs, Ciências e Socioantropologias”, organizado conjuntamente pelo Labirinto (Laboratório de estudos socioantropológicos sobre tecnologias da vida, NUDECRI – Unicamp) e pela RAFeCT (Rede Latinoamericana de Antropologia Feminista das Ciências e Tecnologias). Esta mesa online reúne pesquisadores que mantêm blogs como parte de seus trabalhos de pesquisa, ensino, extensão e comunicação, e tem como objetivo discutir a utilização desta ferramenta em ambientes acadêmicos.   Por meio de apresentações rápidas (10 minutos cada), cinco palestrantes, da Unicamp e da Universidade de Toronto, compartilharão suas experiências com a manutenção de blogs e as potências e limitações do uso dessa ferramenta para auxiliar a produção de conhecimento científico.  O evento enfatizará a importância de criar e manter espaços de maior liberdade criativa para comunicação científica, bem como estratégias para editoração de blogs e para a criação, salvaguarda e recuperação da memória de grupos de pesquisa e laboratório em época de sobrecarga informacional e efemeridade das informações em redes sociais. Convidamos com alegria pesquisadores, estudantes e profissionais a se juntarem a nós neste espaço colaborativo de reflexão, compartilhamento de estratégias e aprendizado mútuo. Evento bilíngue português-inglês.   Participantes: Kim Fernandes é pesquisadora de pós-doutorado na Faculdade de Informação da Universidade de Toronto. Como pesquisadora, escritora e educadora, sua obra recente situa-se nas interseções entre deficiência, dados e tecnologia. Editora-chefe da Platypus, um blog interdisciplinar na CASTAC. Ana Arnt é professora de Biologia, Livre Docente no Departamento de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia, do Instituto de Biologia da Unicamp. Coordena o Blogs de Ciência da Unicamp, é nerd, feminista e pesquisa sobre como a genética fala sobre seres humanos em diversos espaços de produção do conhecimento científico. Clarissa Reche é doutora em Ciências Sociais (IFCH-Unicamp), designer e bolsista em jornalismo científico (FAPESP). Trabalha na fronteira entre arte e ciência, dialogando com teorias feministas, decoloniais e anticapitalistas. Editora no blog do Labirinto e da RAFeCT.  Thais Lassali é divulgadora científica e doutora em Antropologia Social pela UNICAMP. Dentre seus interesses estão os estudos de internet, digitais e sobre novas mídias. Atualmente, é editora-chefe do Blog do GEICT. Pedro P. Ferreira é docente do Departamento de Sociologia do IFCH/Unicamp e coordenador do Laboratório de Sociologia dos Processos de Associação (LaSPA), onde mantém um blog.

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Lançamento de livro, Publicação, Todos - Atividades

Livro “Misturas: Histórias de pesquisa sobre o Vírus Zika”, organizado por Thais Valim e Soraya Fleischer, é lançado

Lançado pela editora Telha, o livro “Misturas: histórias de pesquisa sobre o Vírus Zika” é fruto do projeto “Uma Antropologia das Ciências do Zika: Resultados, Retornos e Epistemologias” e foi organizado por Thais Valim, doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade de Brasília, e Soraya Fleischer, professora do Departamento de Antropologia da UnB e integrante da RAFeCT. Confira a sinopse do livro: Os estudos sobre a epidemia de Zika no Brasil se concentraram, frequentemente, em questões relacionadas a políticas públicas ou na experiência das mães de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ). O volume “Misturas: Histórias de pesquisas sobre o vírus Zika”, uma coleção de longas entrevistas com pesquisadores e profissionais de saúde em Recife, oferece uma visão nova e altamente original sobre essa epidemia, ao mostrar como ela transformou a produção de conhecimento científico.  As entrevistas revelam a surpresa inicial dos atores e, em seguida, a rápida e altamente eficiente organização de um esforço coletivo para estudar a SCVZ. Elas destacam o papel central do influxo de financiamento internacional — e, posteriormente, de seu término abrupto — e a contribuição fundamental das associações de mães de crianças com deficiências. As entrevistas evidenciam tensões entre os objetivos da pesquisa e da assistência, como, por exemplo, a necessidade de realizar testes em crianças saudáveis nascidas de mães que tiveram Zika durante a gravidez, o uso de questionários padronizados, pouco adaptados ao estudo de bebês severamente comprometidos ou ainda a dificuldade de encontrar uma forma adequada de comunicar os resultados da pesquisa às mães de crianças com SCVZ. Estas entrevistas, muitas vezes comoventes, também tornam visível a carga emocional envolvida na condução de pesquisas com crianças com deficiências graves e suas mães, tanto para os próprios pesquisadores quanto para os antropólogos que estudaram com eles.   Você pode baixar o ebook gratuitamente no site da editora. Saiba mais sobre o lançamento do livro no post “Misturas: Histórias de pesquisas sobre o Vírus Zika – um convite à leitura”, publicado no backchannels da 4S (Society for Social Studies of Sciente), por Thais Valim, Isadora Valle and Mariana Petruceli. Confira também o Dossiê “Uma Antropologia da Ciência do Zika”, publicado na Revita Primeiros Estudos, e também a série de podcast Ciências do Zika, produzida pelo podcast Mundaréu.

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10ª ReACT está com inscrições de trabalhos aberta: confira os STs propostos por participantes da RAFeCT

A 10ª Reunião de Antropologia da Ciência e da Tecnologia, que acontecerá de 6 a 10 de outubro na UERJ, no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para propostas de apresentação de trabalho nos Seminários Temáticos (STs) até dia 09 de junho de 2025.  Confira abaixo os STs coordenados por integrantes da RAFeCT:   ST 13: Coproduções contemporâneas: intervenções biotecnológicas sobre o corpo, gênero e sexualidade Coordenador(a) Fabíola Rohden (UFRGS), Fernanda Vecchi Alzuguir (UFRJ), Marina Fisher Nucci (UERJ) Descrição: Em continuidade ao diálogo iniciado em edições anteriores da ReACT, propomos reunir pesquisadore/as que reflitam sobre intervenções biotecnológicas que incidem sobre corpos, gênero e sexualidade, colocando em debate as diversas esferas envolvidas na construção e difusão do conhecimento e nas práticas de gerenciamento de gênero, sexualidade e saúde na contemporaneidade. Além disso, estimulamos trabalhos que abordem a articulação de marcadores como classe e raça às reflexões sobre gênero e sexualidade a partir de uma perspectiva interseccional. Interessam-nos, assim, discussões que se aproximem do referencial teórico dos estudos sociais de ciência e tecnologia, estudos antropológicos, bem como investigações que explorem críticas feministas à tecnociência e a problematização de distinções que reiteram hierarquias de gênero, tais como natureza e cultura. Destacamos a relevância de pesquisas sobre a proeminência dos discursos que privilegiam os hormônios nas explicações sobre os corpos, comportamentos e subjetividades, que parecem se sobrepor a outros modelos de explicação, tanto no discurso científico quanto na divulgação para o público mais amplo. Tais perspectivas têm rendido vigorosas análises sobre temas como envelhecimento, reprodução assistida, transexualidade, intersexualidade, as chamadas disfunções sexuais, entre outros, e os novos desenvolvimentos tecnocientíficos, desde a produção de diagnósticos aos fármacos para a administração bioquímica de si visando aprimoramento.   ST 19 – Dissidências do Cuidar: tensões nas coexistências mais que humanas Coordenador(a) Ana Claudia Rodrigues (UFPE) e Fabiana Maizza (UNIFESP) Descrição: O ST procura discutir questões relacionadas ao cuidar interespecífico e suas tensões. Como bem colocado por Maria Puig de la Bellacasa, o cuidar exige fazeres práticos e políticos, mas também se confronta com “problemas inescapáveis de existências interdependentes”. Assim, gostaríamos de dialogar com etnografias multiespécie onde o cuidar não revela harmonia, mas sim dissidência. O ST tem como inspiração os estudos acadêmicos feministas onde é preciso dialogar sem concordar, sem a busca do consenso, sempre através de conexões parciais. Nos interessaremos também por trabalhos que colocam questões para as próprias teorias feministas multiespécie, tensionando, por exemplo, essas teorias com questões raciais – nas mesmas linhas que o feminismo negro desafia as políticas do feminismo social-marxista desde pelo menos 1980. A proposta visa igualmente pensar transversalmente questões ecológicas e raciais, acionando tanto questões do cuidar multiespécie como do cuidar negro (Hilll Collins). Nos interessaremos pelo conceito de respons-habilidade de Donna Haraway, em busca de conexões entre ontologias negras e políticas multiespécie.   ST 20: Encontro de Saberes e Ações Afirmativas – Transversalidades e Experiências Coordenador(a) Isabel Santana de Rose (UFSC), Edgar Rodrigues Barbosa Neto (UFMG), Tiago Heliodoro Nascimento (USP) Descrição: Este seminário pretende reunir reflexões de natureza etnográfica, político-pedagógica e epistemológica tendo por objeto as experiências de encontro de saberes, políticas de ações afirmativas e outros encontros complexos englobando diferente tipos de iniciativas, tais como: 1) aquelas direcionadas para inclusão de mestres do conhecimento tradicional como professores; 2) as que envolvem estudantes matriculados em cursos de natureza intercultural; 3) as de estudantes que acessaram a universidade por meio de políticas de ação afirmativa ou vestibular diferenciado; 4) aquelas ligadas às formas de aprimoramento e fiscalização das políticas afirmativas, como as comissões de heteroidentificação racial. Nosso objetivo central é examinar as consequências desses encontros sobre as práticas de conhecimento e as formas de organização acadêmicas, e os diferentes modos em que esses encontros são implementados por seus participantes nos contextos fora da universidade. O debate em torno dos “riscos” implicados é parte fundamental da proposta: de um lado, um “verticalismo hierarquizante”, que apenas inverteria a posição respectiva de saberes acadêmicos e não acadêmicos; de outro, um “horizontalismo democratizante”, supondo que as relações entre esses saberes são de mera equivalência e que, no fundo, as diferenças não importam. Nesse sentido, nossa sugestão é um esforço para pensar a relação entre saberes heterogêneos enquanto heterogêneos numa experiência de “transversalidade criativa”.   ST 22: Etnografando tecnociências capitalistas: infraestruturas da reprodução de capital e utopias do econômico Coordenador(a) Anna Catarina Morawska Vianna (UFSCar), Gustavo Gomes Onto (IBRE), Barbara Moraes (UFRJ) Descrição: O valor recente das BigTechs ilustra as transformações pelas quais têm passado os arranjos sociotécnicos que sustentam processos de reprodução capitalistas. Arranjos produtivos, cadeias de distribuição e formas de regulação e governo modificam-se não apenas em resposta às mudanças tecnológicas, mas como parte dos próprios sistemas de funcionamento da expansão capitalista e dos seus modos de conversão, tradução, formalização. Este ST discute etnografias que se dedicam a compreender formas de reprodução de capital e concentração de riqueza a partir de arranjos sociotécnicos, associando, por exemplo, infraestruturas tecnológicas e materiais, saberes científicos, expertises e modelos de gestão, teorias e utopias do econômico, tecnicalidades jurídicas, procedimentos burocráticos, concepções sobre a natureza e a ecologia, formas e sentidos da quantificação e moralidades particulares. No cruzamento de áreas da antropologia, como ciência e tecnologia, economia, políticas públicas, direito, ecologia, entre outras, o ST acolhe trabalhos que investiguem, por exemplo, a constituição e regulação de novos mercados, como o de biocapital (carbono, hidrogênio, bioinsumos, agrotech); criptoativos, IA e dados; empreendedorismo e diversidade, assim como a organização de sistemas de pagamentos e novas modalidades de crédito e dívida. O objetivo é que os trabalhos estejam investidos em pensar o encontro entre inovações tecnológicas e formas contemporâneas de produção e reprodução de capital.

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